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Continuação (Febeapó-2: o besteirol sobre a Poligonal Portuária)



Resolvi pegar uma carona no Febeapá e lancei aqui o meu “Febeapó”, Festival de Besteiras que Assola a Poligonal dos portos do Paraná, cuja parte-I já publiquei aqui.
Como expliquei na coluna anterior, me inspirei no cronista brasileiro Sérgio Porto, pseudônimo Stanislaw Ponte Preta, que nos anos 1950 e 60 escrevia a série de livros “Febeapá”: Festival de Besteiras que Assola o País.
Continuando a série, a parte-II fala sobre a linha geográfica imaginária que envolve a baía de Paranaguá, conhecida como “poligonal”, que já começa a se popularizar pela comunidade portuária, trabalhadores, comércio e cidadãos comuns que, direta ou indiretamente, são afetados para o bem ou para o mal.
Besteira 3: “Poligonal Já!”
Já li faixas, campanhas e memes na internet com esta frase: Poligonal Já!
É o mesmo que gritar: “Lei da Gravidade Já!”…. Ora, pedir por algo que já existe eu nunca tinha visto na vida. É o mesmo alguém fazer campanha para as “Diretas Já!” pra prefeitos, governadores e presidente da República.
Mas, qual seria a razão de alguém patrocinar este tipo de campanha e semântica linguística?
Explico:
Vamos falar de Pontal do Sul que está dividida entre fazer ou não fazer-se um porto misturado com balneários para lazer.
A campanha está errada, e um slogan mais correto seria – “Porto Já!”. Com isso, é só os empreendedores começarem a construí-lo. Simples assim.
Não o fazem por que razão? Eu é que não tenho a resposta, cabe a eles.
Pontal do Sul já está dentro da atual poligonal portuária desde 1993, através do decreto do então presidente Fernando Henrique Cardoso, o famoso FHC.
Ora, se está dentro há 18 anos, por que a campanha tem o nome “Poligonal Já!”. No fundo, seus mentores querem dizer “Excluir-nos da Poligonal Já!”, para que não se utilize trabalhadores portuários avulsos, os TPAs dos sindicatos, sem a interferência da APPA, e sair das tarifas federais que os demais terminais pagam. Assim, teriam uma imensa vantagem competitiva sobre os que já atuam dentro a atual poligonal há décadas sem nenhum problema.
Pontal por estar na entrada da baía de Paranaguá, seguramente reivindicaria em um segundo momento, que não deve pagar as tarifas públicas para dragagem dos canais de acesso, conhecida como Inframar. Poderiam alegar que não usam toda a extensão do canal até Antonina, e portanto, haveria uma renúncia de receita por parte da APPA, a administração portuária do Paraná, o que baratearia a entrada de navios em relação a Paranaguá, por exemplo.
Portanto amigos de Pontal do Paraná, PODEM SIM CONSTRUIR SEUS TERMINAIS JÁ! Não há nenhum impedimento legal pra isso na atual legislação. O que existem são outros jogos que vocês (nem eu…) saberão publicamente por parte de seus ‘players’. Empresas como Techint e a SubSea7 já estão ativas em seus projetos, dentro do atual marco legal.
Então fica a pergunta: Por que os demais empreendedores não fazem o mesmo? Vamos investir senhores!
Besteira 4: “O projeto Embocuí depende da ‘nova poligonal’”
Vamos fazer o seguinte:
Substitua nos comentários anteriores, “Pontal do Sul” por “Embocuí”, e dará tudo certo, não muda em nada o contexto. Nada impede na atual legislação de ser empreendido “JÁ”!
Finalizando:
Uma notícia de que o OGMO – Órgão Gestor de Mão de Obra dos TPAs de Paranaguá, abriu novas vagas para 30 conferentes de cargas para atuar no TCP, terminal de contêineres, que “puxará” pessoal já atuando por outros sindicatos. Isto promove e qualifica pessoal para serviços com maior requisito educacional.
Fica o recado:
Ninguém, em sã consciência, é contra investimentos produtivos, geração de emprego e renda no segmento portuário do Paraná. Pessoalmente, sou contra modelos absurdamente diferentes, e desbalanceados em termos de custos e normas operacionais.
Para relaxar, seria como alguém me convidasse pra correr 100 metros rasos contra o Usain Bolt: Não dá né! Mas seu eu ficasse a uns 20 metros da linha de chegada e ele lá no início, talvez topasse o desafio.
No fundo é essa a discussão entre os que estão dentro e os que querem ficar de fora: competitividade desigual.
É a minha opinião.
Fonte: Correio do Litoral

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